Londres 2010
Ir para Londres aconteceu de última hora, parece mentira, fazer uma viagem dessa de última hora, mas é a verdade. Não aguentei ver meu namorado ir fazer um show lá e não ficar morrendo de ciúmes. Meu pai, o melhor pai do mundo, me deu esse presente maravilhoso me mandando pra lá. Foram poucas duas semanas, mas eu tentei aproveitar ao máximo. A viagem ainda teve um pulo em Amsterdam, mas isso fica para outra postagem.
Para começar eu estava nervosa com a imigração. Fui munida de carta, endereço, telefone, cartões, dinheiro e por ai vai. Chegando lá eles não quiseram nem ver quanto dinheiro eu tinha, tanto nervosismo por nada.
Minha mala demorou horrores para chegar, mas chegou inteira e é o que importa. O que demorou mesmo foi meu namorado ir me buscar. Fiquei duas horas sozinha no aeroporto. O jeito foi respirar fundo e não me desesperar. Quando ele finalmente chegou, fizemos uma viagem de metrô pois onde estávamos hospedados era bem longe. No metrô você já percebe a variedade de culturas que existem em Londres. Eram brasileiros, indianos, italianos, argentinos, londrinos, etc. Em meio a essa variedade de línguas, chegamos em casa.
Ficamos longe do centro de Londres, mas o lugar era super típico e bonito. Sabe aquelas casinhas de filmes e seriados? Pois é.


Apesar de não saber tocar violão, jurar de pés juntos que não sirvo pra isso e que nunca vou conseguir, meu namorado me deu um pequeno violão que ele comprou em Camden Town. Eu achei lindo, mas ainda não sei tocar.

Em um bar de brasileiros conhecidos em Londres, eu provei uma bebida que nunca imaginaria que existisse e o pior, nunca imaginaria que iria gostar: CaipiBeer. Exatamente como o nome propõe, ela é a junção de caipirinha e cerveja. Mistura que eu NUNCA diria que daria certo, mas deu.

O Bar ficava perto de Camden Town, um bairro bem rock ‘n’ roll onde existem diversos mercados. Percebi que lá é um dos melhores lugares para se fazer compras, não digo que é barato, porque em Londres nada é barato para nós brasileiros, mas posso dizer que é o lugar menos caro. Até consegui fazer algumas compras, mas assim como na viagem toda, meu coração ficou apertado por não poder comprar mais. Então uma dica MUITO importante, tente não converter os preços para Real, você acaba enlouquecendo.




Resolvemos almoçar por lá. Até hoje eu não sei o que é uma comida típica da Inglaterra. Em Londres eu só comi comidas de outros países, comida japonesa, mexicana, etc, mas a pizza e o hamburguer ganharam disparado.



O metrô de Londres é enorme, por isso sem chance de passar por lá sem parecer um turista com aqueles mapas nas mãos. Tenha o seu sempre no bolso porque se não você se perde mesmo! Algumas estações são lindas. Essa por exemplo tinha esse túnel que me fez sentir na nave de Star Wars.


E o Big Ben? Sim, ele pode ser clichê e coisa de turista, mas ele é simplesmente lindo. Sem palavras para descrever o que senti quando o vi ainda de dentro do ônibus de dois andares assim que ele fez a curva. O Big Ben é só uma pequena parte da grandeza do Parlamento. Quando o vi, realmente caiu a ficha de que eu estava em Londres, não há ícone maior do que ele. Vocês vão poder perceber a minha cara de boba nas fotos.

Você percebe que está no centro de Londres por conta da quantidade de cabines telefônicas vermelhas, outro ícone. Elas estão bem velhas, mas estão sendo restauradas. Já vou avisando, elas têm um cheiro bem ruim.

De um lado o Parlamento e o Big Ben, do outro a London Eye e no meio o rio Tâmisa que tem suas águas bem marrons e era bem sujo, mas soube que ele sofreu uma revitalização e realmente eu não senti nenhum cheiro ruim.


Pode ser clichê também, mas eu quis subir na London Eye. O ticket fica mais barato se for comprado na Internet marcando o dia. Vale a pena. A cabine é enorme. Soube que há pessoas que a alugam e fazem festas, casamentos e passam até o Reveillon dentro dela. Inveja, achei fantástico. Lá de cima você vê tudo e percebe o quanto Londres é cinza, mas nada que tire a sua beleza.
Do lado da London Eye ficam vários artistas de rua tentando ganhar o seu dinheiro. E no meio deles encontrei um Carrossel. Lógico que não resisti e paguei 2£ para passear um pouco.

Atravessamos para o outro lado à procura das grandes estátuas de leões em frente ao National Galery. Sapato de um lado, bolsa do outro para finalmente conseguir subir e tirar uma foto. Antes que alguém me crucifique, é permitido fazer isso, ok?
Entramos na Galeria e fico triste só de lembrar que essa foi a única que fui. Londres tem uma variedade enorme de museus, minha vontade era ir em todos. O National Galery têm um acervo grande de quadros. Foi muita emoção ver quadros importantes que havia estudado o significado nas aulas da Universidade.


Terminamos o dia na Abbey Road. Fiquei imaginando que todos os dias, de todos os meses e de todos os anos, milhões de pessoas atravessam essa famosa faixa de pedestres. Os londrinos que passam de carro são bem pacientes, mas acredito que não tenha outro jeito. O muro da gravadora já está totalmente preenchido, tive que arranjar um espacinho para escrever alguma coisa.


No caminho me deparei com a TopShop e é ai que meu coração ficou apertado. Sem dúvida essa loja representa inteiramente tudo o que eu gosto e me doeu pensar que para os londrinos os preços são absurdamente baratos, mas para a gente ainda nem tanto. É a vida…

Infelizmente o dia de ir embora chegou. Antes dei uma passada no parque perto de onde fiquei para me despedir. Andei por um labirinto, mas que dificilmente alguém se perde dentro dele e encontrei um esquilo, mas ele não me deu bola.



No caminho para o aeroporto eu já estava triste. Londres é uma cidade fantástica que me fez pensar, assim que pisei no avião, que não via a hora de voltar para lá. Quando cheguei minha mãe disse que passei uma semana de depressão. É assim mesmo que você fica e sempre que relembro e vejo as fotos eu penso novamente: “Não vejo a hora de voltar”.
