Insignificancias

têm acento e muita importância.

Em algum remoto rincão do universo cintilante que se derrama em um sem-número de sistemas solares, havia uma vez um astro, onde os animais inteligentes inventaram o conhecimento. Foi o minuto mais soberbo e mais mentiroso da ‘história universal’: mas também foi somente um minuto. Passados poucos fôlegos da natureza, congelou-se o astro e os animais inteligentes tiveram de morrer. Houve eternidades em que ele não estava, quando de novo ele tiver passado, nada terá acontecido. Se pudéssemos nos entender com a mosca, perceberíamos então que também ela bóia no ar com esse páthos e sente em si o centro voante desse mundo.
— Nietzsche